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Mesmo ilegal, assessor de Contar tocava restaurante da esposa do deputado

Com salário de R$ 14,7 mil, assessor acumulava funções, o que é proibido

19/09/2022 às 18h25 Atualizada em 18/10/2022 às 20h42
Por: Redação Fonte: Campo Grande News
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Mesmo ilegal, assessor de Contar tocava restaurante da esposa do deputado

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) recebeu denúncia de que assessor parlamentar do deputado estadual e candidato a governador Renan Contar, o “Capitão Contar” (PRTB), é também sócio-administrador de empresa de Iara Diniz Contar, que é candidata a deputada estadual pelo mesmo partido e esposa de Contar. A campanha do deputado é marcada pela proposta de combate a corrupção.

Conforme a denúncia, documentos e conversas por Whatsapp indicam que o chefe de gabinete de Contar, Rogers Valério, atuava no dia a dia da administração da empresa de Iara, responsável por um restaurante na região nobre da Capital. 

No entanto, o assessor não poderia acumular essas funções. Pela lei 8.112/90 é proibido servidor público participar de gerência ou administração de empresas. 

Rogers é sócio-administrador da empresa Insólito Comércio de Produtos em Geral desde janeiro de 2018, conforme contrato social registrado na Jucems (Junta Comercial do Estado de Mato Grosso do Sul). 

Em fevereiro de 2019, ele foi nomeado para exercer cargo de dedicação exclusiva no gabinete de Contar, na Assembleia Legislativa, com salário mensal bruto de R$ 14,7 mil. 

A empresa Insólito, conforme informou Rogers em uma ação que tramita na Justiça, firmou contrato verbal para administrar a empresa Ricon Comércio de Produtos em Geral, que é de Iara Diniz. Por isso, Rogers administrava o restaurante Grand Cru, conforme a denúncia.

A denúncia feita ao MPMS expõe diversos prints de conversas de Whatsaap que mostram Rogers conversando sobre o dia a dia do restaurante, como movimentação financeira, cardápio, pagamento de músicos e seguranças. 

Defesa – Advogado da campanha de Contar e de Rogers, Pedro Garcia classifica a denúncia como "ataque político" e alega que não houve qualquer crime de improbidade.

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