
Além da atuação técnica, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul investe em ações educativas para orientar a população sobre a importância da preservação dos locais de crime
Após o atendimento às vítimas, a preservação do local de uma ocorrência é decisiva para o esclarecimento dos fatos. A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul orienta a população sobre condutas que evitam a perda de vestígios e contribuem para a produção de provas periciais seguras.
Em situações de emergência, a prioridade absoluta é salvar vidas. Acionar o socorro e proteger as pessoas envolvidas são medidas indispensáveis. Após esse atendimento inicial, preservar o local passa a ser fundamental para que a perícia realize a análise técnica com segurança.
Concluído o atendimento, o trabalho pericial se baseia na identificação e análise de vestígios como manchas de sangue, fluidos corporais, marcas no solo, posição de objetos, fragmentos, sinais no ambiente e registros digitais. Alterações indevidas nesse cenário podem dificultar a leitura técnica e a análise pericial.

Segundo a Polícia Científica, grande parte das interferências ocorre sem intenção. Circular pela área, tocar em objetos, recolher pertences, movimentar veículos ou registrar imagens para divulgação imediata são atitudes que, muitas vezes adotadas na tentativa de ajudar, podem dificultar o trabalho pericial.
No ambiente digital, os cuidados também são necessários. Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos armazenam informações relevantes para a apuração dos fatos. Preservar esses equipamentos sem manuseio indevido contribui para a adequada realização dos exames periciais.
Atendimento aos 79 municípios e ações educativas
Ao longo de 2025, a Polícia Científica realizou 95.274 exames periciais, com atendimento aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, abrangendo as áreas de Criminalística, Medicina Legal, Análises Laboratoriais Forenses e Identificação.
Paralelamente à atuação técnica, a Polícia Científica desenvolve ações educativas em escolas e universidades. Somente em 2025, foram realizadas mais de 100 palestras, participações em feiras e atividades formativas, conduzidas por servidores de diferentes áreas da instituição.
As iniciativas têm como objetivo reduzir interferências em locais de ocorrência e orientar a população sobre a preservação de vestígios, contribuindo para a correta atuação pericial. O trabalho da Polícia Científica segue protocolos rigorosos, como a cadeia de custódia, que asseguram a integridade dos vestígios e maior segurança às decisões judiciais.
A colaboração da população é essencial. Respeitar o isolamento do local e seguir as orientações das autoridades contribui diretamente para o esclarecimento das cenas periciadas, para a Justiça e para as famílias que aguardam respostas.


Ações educativas voltadas à preservação de locais a serem periciados.
Maria Ester Rossoni, Comunicação PCi-MS
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