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PM que matou empresário no Procon foi reformado por problemas psicológicos

Ele acabou perdendo o porte de arma, bem como devolveu a arma funcional para a Polícia Militar

14/02/2023 às 06h14 Atualizada em 18/03/2023 às 10h46
Por: Redação MS
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PM que matou empresário no Procon foi reformado por problemas psicológicos

O policial militar José Roberto de Souza, de 53 anos, foi reformado em 2015 por problemas psicológicos. Na reserva desde 2011, ele acabou perdendo o porte de arma, bem como devolveu a arma funcional para a PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul).

Conforme apurado, o militar foi para a reserva remunerada em 2011, sendo reformado já em 2015. Isso teria ocorrido por problemas psicológicos, no entanto, não foram especificados quais seriam esses problemas.

Assim, com a motivação pela qual o militar foi reformado, ele deveria perder o porte de arma.

A princípio, o policial não tem antecedentes criminais. Após o assassinato do empresário Antônio Caetano de Carvalho, 67 anos, na manhã desta segunda-feira (13), ele fugiu a pé pelo Centro de Campo Grande.

Até o momento, há informação de que o militar deve se apresentar com advogado. No entanto, isso deve ocorrer passado o flagrante.

Funcionários lamentam morte

Funcionários de Antônio Caetano falaram da ‘boa pessoa’ que o patrão era. O empresário foi assassinado pelo policial militar reformado após um serviço feito na caminhonete do autor.

Assim, um dos funcionários contou que Antônio sempre foi muito correto em tudo que fazia e sempre ajudava a todos. “Era um excelente patrão e pessoa”, disse. Os funcionários da empresa estavam incrédulos e abatidos com o crime que aconteceu nesta manhã.

Ainda segundo um dos funcionários, Antônio sempre documentava tudo e era o primeiro serviço que o policial fazia na empresa. Tal serviço foi feito em dezembro, e foi dito ao militar que muitas distribuidoras fecham no fim do ano, sendo que a garantia estendida seria dada após a volta das distribuidoras.

Mas, neste meio tempo, José Roberto entrou com uma reclamação no  alegando ter sofrido transtornos neste período. Ele havia pedido uma indenização. No entanto, a causa foi ganha pelo empresário que demonstrou através de documentos que havia refeito o serviço para o militar assim que foi cobrado do defeito.

Já nesta segunda-feira (13), durante a conciliação, o empresário cobrou o policial sobre os R$ 630 que ele havia ficado devendo e, nisso, José Roberto se levantou dizendo que iria pagar a dívida e atirou contra Caetano, que morreu no local.

Em seguida, o policial fugiu a pé pelas ruas centrais da cidade. O militar entrou para a reserva em 2015, segundo a assessoria de comunicação da PM. O  de Caetano contou que acredita que o crime tenha sido premeditado.

Também segundo o filho do empresário, o policial trocou o motor da caminhonete no fim do ano passado, mas deu problemas e o militar reformado reclamou, sendo que voltou a empresa para refazer o serviço, mas ocorreu a demora, já que era fim de ano e a empresa entrou em recesso. Neste período, o policial acabou entrando com uma ação no Procon.

Mas, o serviço foi refeito e Caetano havia pedido para que o policial retirasse a queixa no Procon, já que tudo havia sido feito. Nesta segunda (13), o empresário estava na sala de conciliação e o policial reformado teria sido cobrado desse saldo devedor de R$ 630, quando o militar teria dito “vou pagar”.

Falhas na segurança serão apuradas

Falhas de segurança no Procon, em Campo Grande, deverão ser apuradas após o assassinato do empresário Antônio Caetano de Carvalho, de 67 anos, segundo Patrícia Cozolino, Secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. O empresário foi morto com três tiros na cabeça.

Segundo Patrícia, a secretária executiva de Brasília do Procon deve vir a Campo Grande para apurar possíveis falhas ocorridas nesta manhã. No momento do crime, havia quatro seguranças patrimoniais no local.

Ainda segundo a secretária, a triagem será reforçada e será estudado se existe a necessidade de instalação de detector de metais na entrada. De acordo com Patrícia, o autor entrou na sala de audiência nesta segunda (13) para buscar um documento que havia esquecido na última sexta-feira (10), após não ter êxito na audiência.

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