Quinta, 29 de Outubro de 2026
19°

Chuva

Campo Grande, MS

Brasil Posse

Lula assume a Presidência pela 3ª vez com um Brasil dividido para governar

Lula venceu Bolsonaro na eleição mais acirrada da história do país e vai enfrentar o maior desafio de uma vida pública de quase 5 décadas

01/01/2023 às 14h25 Atualizada em 18/03/2023 às 10h30
Por: Redação MS
Compartilhe:
Lula assume a Presidência pela 3ª vez com um Brasil dividido para governar

O amadurecimento da democracia brasileira teve um marco neste domingo (1º/1), com mais uma alternância de poder entre grupos políticos opostos que disputaram as eleições de 2022. O petista Luiz Inácio Lula da Silva, de 77 anos, o primeiro brasileiro a ser eleito três vezes para chefiar o Executivo federal, foi empossado como o 39º presidente da República, mandato que deverá ser o maior desafio de suas quase cinco décadas de vida pública.

Mesmo tendo vencido as eleições em segundo turno com o maior número de votos que um candidato à Presidência já recebeu (60,3 milhões), Lula registrou uma vantagem pequena em relação a seu adversário (50,9% a 49,10% dos votos válidos) e é visto como um vilão por grande parte dos que preferiram Jair Bolsonaro (PL). Além de administrar um país de dimensões continentais e com uma das maiores desigualdades sociais do mundo, Lula e seus aliados terão que trabalhar muito para pacificar um Brasil dividido.

Frustrado em sua tentativa de reeleição, Jair Bolsonaro (PL) fez questão de transformar a campanha em uma “luta do bem contra o mal” e sequer esteve presente em Brasília neste domingo para passar a faixa presidencial a seu sucessor (na 11ª vez que isso acontece desde 1910, quando o governo Hermes da Fonseca criou o adereço), pois deixou o país na última sexta (30/12/22) rumo aos Estados Unidos.

As campanhas de Lula e Bolsonaro foram marcadas por ataques. Enquanto o ex-presidente repetia “presidiário” e “mentiroso” ao se referir ao petista, Lula chamava Bolsonaro de “negacionista” e “fascista”. Essa polarização se repete entre os apoiadores dos dois lados.

Como sequela da disputa presidencial mais acirrada e polarizada da história brasileira, parte considerável dos eleitores de Bolsonaro não aceitam até agora o resultado das eleições, e grupos radicalizados impõem um clima tenso ao país desde a vitória de Lula, em 30 de outubro do ano passado.

A revolta começou com fechamento de rodovias, seguiu por dois meses com acampamentos em frente a quartéis Brasil afora pedindo intervenção militar e culminou com ameaças terroristas na capital do país.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias